VIDAS DE MULHERES IMPORTAM! IMPORTAM MESMO? (2)

VIDAS DE MULHERES IMPORTAM! IMPORTAM MESMO? (2)

VIDAS DE MULHERES IMPORTAM! IMPORTAM MESMO? (2)
O que igrejas batistas e cristãs podem fazer contra o feminicídio?
Nada, responderão alguns, pois este é um assunto das autoridades públicas e nada tem a ver com a missão da igreja. Mas, e quando estas tais “autoridades” são indiferentes ao problema e não efetivas em seu agir no enfrentamento de tão grave e repetido crime e tão repulsivo pecado social? E isso nada diz à igreja?
Muito pouco, responderão outros, pois este é um antiguíssimo problema, sem solução, pois depende apenas da vontade de morte de indivíduos sore os quais as muitas formas de controle social e de policiamento não conseguem tolher os seus passos assassinos.
Feminicídios são crimes hediondos praticados por homens (de modo geral ex-maridos ou ex-companheiros) contra mulheres e lhes tirando a vida, e que trazem por trás o preconceito sexual que vê a mulher como propriedade com a qual seu dono pode fazer o que bem deseje… até mesmo tirar-lhe a vida, como nesse caso da Natália, mostrado na reportagem anexa.
Socialmente, os feminicídios denunciam que em nossa cultura, a passos rápidos, vão-se consolidando perversos traços, como os da banalização da vida, do sofrimento e da morte, alimentados por uma necroespiritualidade que demonstra apenas o quanto nos distanciamos dos valores que fundamentaram as sociedades ocidentais e, mais ainda, dos princípios e valores cristãos.
As igrejas e religiões, ao se calarem e se negarem a lutar pela vida de todas as mulheres, mergulham mais ainda no comodismo, na sua covardia e em sua incapacidade sentir e agir humanamente, lutando a luta dos ameaçados e dos que sofrem, como Jesus o fez, e passam a viver com a mesma irrelevância dos vivos, mas mortos, dos zumbis.
Há muito a ser feito e, uma breve reflexão sobre isso fará com que possamos elencar dezenas de ações que, de forma consciente e coordenada poderíamos desenvolver em defesa das mulheres em risco de vida, como uso também da capilarizada presença das sedes/templos de igrejas que se distribuem por todas as cidades e bairros do nosso país.
Duas coisas, porém, nos faltam: consciência da gravidade deste problema e de como ele tem a ver conosco, e coragem para nos lançarmos intrépida e destemidamente nesta luta que, tenho certeza, se Jesus vivesse hoje no Brasil nela se engajaria.
Para Jesus, vidas humanas importam. Para nós, também, vidas de mulheres importam?

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